Câncer de Endométrio

Onde fica o endométrio no corpo da mulher?

O endométrio é um tecido ricamente vascularizado que reveste a parede interna do útero. Esse tecido, rico em vasos sanguíneos e glândulas especializadas, são formados e destruídos periodicamente no período menstrual, em resposta às alterações hormonais. A função do endométrio é acolher e nutrir o embrião nos estágios iniciais da gravidez, oferecendo condições necessárias para a implantação e nutrição do óvulo fecundado, até a formação da placenta para permitir o transporte de nutrientes e oxigênio, entre mãe e feto. Quando não há fecundação, toda a camada funcional do endométrio é expelida, dando inicio ao processo de menstruação, um fenômeno de grande importância para a natureza feminina.

O endométrio se modifica ao longo da vida da mulher?

Sim.

O endométrio está localizado no interior do útero. É composto por células glandulares que frequentemente descamam, resultando na menstruação. A menstruação marca o período reprodutivo da mulher, iniciando na menarca (primeira menstruação) e finalizando na menopausa, após o qual encontraremos o endométrio atrófico.

Em que idade geralmente o Câncer de Endométrio pode aparecer?

As mulheres têm um risco de 2,6% de desenvolverem neoplasia de endométrio durante a vida, correspondendo a cerca de 3,6% de
todos os cânceres femininos. Geralmente ocorre em mulheres na pós-menopausa. 20% dos casos são diagnosticados em mulheres entre 40 e 50 anos e 5% abaixo dos 40 anos.

Qual o principal sintoma do Câncer de Endómetrio?

Em geral o câncer de endométrio é detectado rapidamente, pois seu principal sintoma, o sangramento vaginal após a menopausa, faz com que as mulheres procurem seus médicos imediatamente. É o sexto tipo de câncer mais comum em mulheres e sua incidência vem aumentando, fato este decorrente do aumento da expectativa de vida e de fatores dietéticos e de estilo de vida (obesidade).
Além do sangramento vaginal após a menopausa, também podem ocorrer: sangramento vaginal irregular entre as menstruações, secreção purulenta vaginal em grande quantidade e secreção vaginal aquosa rosada.

É necessária biópsia para a conclusão do diagnóstico de Câncer de Endométrio?

O diagnóstico pode ser feito com exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal e ressonância nuclear magnética, porém é fundamental a realização da videohisteroscopia, exame onde pode ser vista toda a cavidade uterina, e realizadas biópsias das áreas suspeitas para confirmação do diagnóstico.

A amostra do tecido endometrial é obtida através da biópsia, que é realizada durante a histeroscopia. Através do resultado da biópsia saberemos se há ou não a presença de células malignas no endométrio.

Quais as situações que podem aumentar a probabilidade da ocorrência do câncer de endométrio?

O surgimento do câncer de endometrio está diretamente relacionado ao excesso do hormônio estrogênio, e são considerados fatores de risco: obesidade, diabetes e hipertensão arterial. A terapia de reposição hormonal, tumores produtores de estrogênio, uso de tamoxifeno para tratamento do câncer de mama, menarca (primeira menstruação) precoce, menopausa tardia, nunca ter engravidado, idade avançada, sedentarismo e pré-disposição hereditária ou genética também são fatores que podem aumentar a probabilidade do aparecimento do câncer de endométrio.

O tratamento do Câncer de Endométrio é cirúrgico?

O tratamento é feito através de cirurgia, quando o estadiamento (saber como está a extensão da doença) é inicial. A cirurgia consta de histerectomia total (retirada corpo e colo de útero) e salpingooforectomia bilateral (retirada dos ovários e trompas) associada à linfadenectomia (retirada dos gânglios) pélvica e retroperitoneal, e lavado peritoneal (coleta de líquido para análise de presença de células malignas). A cirurgia pode ser feita na maioria dos casos por via robótica, laparoscópica ou por laparotomia.

É muito importante e fundamental a participação do patologista no momento operatório, pois indicará o tamanho e o grau de infiltração da neoplasia na camada muscular. Com essas informações o cirurgião poderá determinar melhor a extensão da linfadenectomia.

Após a paciente ser devidamente estadiada pela cirurgia, avalia-se a necessidade ou não de tratamento complementar, que poderá ser realizado com radioterapia e/ ou quimioterapia e braquiterapia.